Doenças Transmitidas por Carrapatos em Cães: Sinais, Riscos e Prevenção
Entenda como a erliquiose, a babesiose e outras infecções afetam os cães e saiba identificar os sinais que exigem atenção médica imediata.
Por Equipe Uivo · 27/07/2026

🩺 Sobre este conteúdo de saúde
Este artigo é educativo e não substitui uma consulta veterinária. Cada cão é único — na dúvida, consulte um médico-veterinário.
Os carrapatos são ectoparasitas comuns que representam uma ameaça constante para os cães em diversas regiões do Brasil. Além do incômodo e do desconforto causados pelas picadas, esses aracnídeos funcionam como vetores de micro-organismos nocivos, como bactérias e protozoários, capazes de originar doenças graves conhecidas coletivamente como hemoparasitoses.
Atenção: Este conteúdo possui caráter exclusivamente educativo e informativo. Ele não substitui a consulta, o diagnóstico e a prescrição médica prestados por um médico-veterinário. Caso você note qualquer alteração no comportamento ou na saúde do seu cão, procure um profissional habilitado.
As Principais Infecções Transmitidas por Carrapatos
Diferentes agentes patogênicos podem ser transmitidos durante a alimentação do carrapato na pele do hospedeiro. No ambiente veterinário brasileiro, algumas enfermidades destacam-se pela frequência de diagnósticos:
- Erliquiose Canina: Causada por bactérias do gênero Ehrlichia (como a Ehrlichia canis), esta condição afeta as células sanguíneas dos cães. Pode apresentar fases aguda, subclínica e crônica, exigindo intervenção rápida para evitar complicações graves no sistema imunológico e na medula óssea.
- Babesiose Canina: Provocada por protozoários do gênero Babesia, essa infecção destrói diretamente os glóbulos vermelhos (hemácias) do animal, levando a quadros acentuados de anemia e icterícia.
- Anaplasmose: Causada por bactérias do gênero Anaplasma, compromete as plaquetas ou glóbulos brancos, resultando em sintomas muito semelhantes aos da erliquiose, com a qual pode ocorrer em coinfecção.
- Febre Maculosa: Embora menos frequente em cães do que em equídeos ou humanos, é uma zoonose grave causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida principalmente pelo carrapato-estrela.
Sinais Clínicos e Sintomas Mais Frequentes
A manifestação das doenças transmitidas por carrapatos pode variar conforme o estado imunológico do cão, a carga parasitária e a presença de coinfecções. Os sinais costumam surgir dias ou semanas após a picada do vetor.
Entre as manifestações mais comuns relatadas pelos tutores, estão:
- Prostração, apatia e perda de interesse por atividades habituais;
- Falta de apetite (anorexia) e consequente perda de peso;
- Febre recorrente ou persistente;
- Palidez nas mucosas da boca e dos olhos (indicativo de anemia);
- Amarelamento da pele e das mucosas (icterícia);
- Pequenas manchas vermelhas na pele ou nas gengivas (petéquias) e sangramentos espontâneos, como no nariz (epistaxe);
- Dores articulares, fraqueza nos membros e dificuldade para caminhar.
Quando Buscar Atendimento Veterinário de Urgência
O tempo de resposta ao surgimento dos sintomas é crucial para o prognóstico do animal. Algumas situações exigem encaminhamento imediato a uma clínica ou hospital veterinário de emergência, enquanto outras permitem agendamento de consulta regular.
| Nível de Gravidade | Sinais Observados | Ação Recomendada |
|---|---|---|
| Emergência Imediata | Sangramento nasal ativo, gengivas extremamente brancas ou roxas, dificuldade respiratória, convulsões ou incapacidade de se levantar. | Leve o cão imediatamente ao pronto-socorro veterinário mais próximo. |
| Atenção Prioritária | Febre medida, recusa total de alimento por mais de 24 horas, apatia intensa e urina muito escura. | Consulte um médico-veterinário no mesmo dia para realização de exames de sangue. |
| Monitoramento | Presença de carrapatos no corpo sem outros sintomas visíveis de alteração física ou comportamental. | Remova o parasita corretamente, higienize a área e agende uma consulta preventiva. |
Estratégias de Prevenção e Controle Ambiental
A forma mais eficaz de proteger os cães contra as hemoparasitoses é impedir que os carrapatos se fixem e se alimentem no animal. O controle exige uma abordagem combinada entre a proteção direta do cão e o manejo do ambiente onde ele vive.
Para a proteção individual, existem diversos produtos veterinários no mercado, tais como comprimidos mastigáveis de longa duração, coleiras antiparasitárias e soluções tópicas (pipetas). O médico-veterinário deve indicar a melhor opção considerando o peso, o estilo de vida e o histórico de saúde do cão.
Paralelamente, a higienização frequente de quintais, canis e áreas com vegetação é fundamental, já que grande parte do ciclo de vida do carrapato ocorre no ambiente e não no corpo do hospedeiro. Vistorias diárias no pelame, especialmente após passeios em locais abertos ou parques, ajudam a identificar e remover parasitas precocemente.
Perguntas frequentes
O período de incubação varia conforme o agente patogênico. Em infecções como a erliquiose e a babesiose, os primeiros sinais clínicos costumam aparecer entre 1 e 3 semanas após a transmissão, mas em alguns casos a fase assintomática (subclínica) pode durar meses antes que o animal apresente alterações visíveis.
Equipe Uivo
Time editorial do Uivo. Conteúdo produzido a partir de fontes públicas verificadas, com curadoria humana antes da publicação.
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