Saúde

Leishmaniose canina: entenda como ocorre a transmissão e como proteger seu cão

Saiba como a doença vetorial é transmitida, reconheça os sinais de alerta e conheça as melhores estratégias de prevenção para a saúde do seu pet.

Por Equipe Uivo · 13/09/2026

Leishmaniose canina: entenda como ocorre a transmissão e como proteger seu cão
Foto: Tobyotter — CC BY 2.0 · fonte

🩺 Sobre este conteúdo de saúde

Este artigo é educativo e não substitui uma consulta veterinária. Cada cão é único — na dúvida, consulte um médico-veterinário.

A leishmaniose visceral canina é uma das zoonoses mais relevantes na medicina veterinária brasileira. Trata-se de uma doença infecciosa grave causada por um protozoário e transmitida por vetores, exigindo atenção contínua dos tutores para garantir a proteção dos animais e de toda a família.

Aviso importante: Este artigo possui caráter exclusivamente educativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário. Se o seu cão apresentar qualquer alteração de saúde, consulte um profissional para obter um diagnóstico preciso e o protocolo adequado.

Como ocorre a transmissão da leishmaniose nos cães

Diferente de outras enfermidades contagiosas, a leishmaniose não é transmitida pelo contato direto entre cães, nem por meio de mordidas, lambidas ou compartilhamento de comedouros e brinquedos. A infecção ocorre exclusivamente através da picada da fêmea de insetos flebotomíneos infectados, conhecidos popularmente como mosquito-palha, birigui ou cangalhinha.

Esses insetos são muito pequenos e possuem hábitos predominantemente crepusculares e noturnos. Eles se reproduzem em locais úmidos e com acúmulo de matéria orgânica em decomposição, como folhas secas, fezes de animais e lixo orgânico acumulado no solo. Ao picar um animal infectado, o inseto ingere o parasita Leishmania e, posteriormente, pode transmiti-lo a um cão saudável durante uma nova repastagem sanguínea.

Sinais clínicos e a importância da avaliação veterinária

Os sintomas da leishmaniose canina podem variar amplamente de acordo com a resposta imunológica de cada animal. Alguns cães podem permanecer assintomáticos por longos períodos, enquanto outros apresentam manifestações cutâneas e sistêmicas expressivas.

É fundamental estar atento aos seguintes indícios e procurar orientação veterinária ao notar:

  • Lesões e alterações na pele: descamação, feridas que demoram a cicatrizar e queda de pelos, especialmente ao redor dos olhos, focinho e orelhas.
  • Crescimento excessivo das unhas: alteração conhecida tecnicamente como onicogrifose.
  • Perda de peso e apatia: emagrecimento progressivo, fraqueza e diminuição do apetite.
  • Aumento dos gânglios linfáticos: inchaço aparente nos linfonodos do animal.
  • Sinais oculares e viscerais: secreções nos olhos e comprometimento de órgãos internos, como rins e fígado.

O diagnóstico é confirmado apenas por meio de exames laboratoriais específicos solicitados pelo médico-veterinário, que também avaliará o estado geral do pet.

Estratégias eficazes para a prevenção e controle

Como o tratamento não elimina completamente o parasita do organismo na grande maioria dos casos, a prevenção contínua é a ferramenta mais eficaz para proteger o cão. O foco deve ser impedir a picada do vetor e controlar o ambiente.

  • Uso de repelentes específicos: coleiras inseticidas e produtos de aplicação tópica com ação repelente contra flebotomíneos são indispensáveis.
  • Higienização do ambiente: mantenha quintais e jardins limpos, recolhendo fezes, folhas e resíduos orgânicos para evitar a proliferação do mosquito-palha.
  • Proteção nos horários de pico: evite passeios ao anoitecer e ao amanhecer, mantendo o cão recolhido em local protegido durante a noite.
  • Instalação de telas: coloque telas de malha fina em portas e janelas para evitar a entrada dos insetos na residência.
  • Vacinação complementar: converse com o médico-veterinário sobre as vacinas disponíveis e se elas são indicadas para a rotina do seu animal.

Perguntas frequentes

A leishmaniose canina não possui uma cura parasitológica completa na maioria dos casos, mas pode ser controlada com tratamento e acompanhamento veterinário contínuo, permitindo boa qualidade de vida ao animal.

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Equipe Uivo

Time editorial do Uivo. Conteúdo produzido a partir de fontes públicas verificadas, com curadoria humana antes da publicação.

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